
A sequência de Hubble é um sistema de classificação de galáxias proposto pelo astrônomo Edwin Hubble em 1926. Ela organiza as galáxias de acordo com sua forma e características morfológicas. Essa classificação desempenhou um papel crucial na compreensão da evolução das galáxias e do universo.
A sequência de Hubble divide as galáxias em quatro grandes categorias:
A sequência de Hubble é por vezes interpretada como uma progressão evolutiva. Por exemplo, galáxias espirais podem se tornar elípticas após fusões maiores. No entanto, isso não é uma regra estrita, e a formação das galáxias depende de fatores complexos, como interações gravitacionais, ambientes locais e reservas de gás.
| Tipo | Forma geral | Características principais | Exemplo |
|---|---|---|---|
| Elíptica E0-E7 | Esférica a elipsoidal | Pouco gás e poeira, população de estrelas antigas | M87 |
| Lenticular S0 | Disco com bojo central | Transição entre elíptica e espiral, pouca formação de estrelas | NGC 2787 |
| Espiral Sa-Sc | Disco com braços espirais | Taxa de formação de estrelas crescente, braços espirais mais ou menos apertados | Andrômeda (M31) |
| Espiral barrada SBa-SBc | Disco com barra central e braços espirais | Formação de estrelas nos braços e na barra, distribuição de gás mais concentrada | NGC 1300 |
| Irregular Irr | Forma assimétrica, não definida | Rica em gás e poeira, formação de estrelas intensa, frequentemente resultado de colisões ou perturbações | NGC 1427A |
Fonte: NASA/IPAC Extragalactic Database e ESA/Hubble Space Telescope Science.