UDFj-39546284 é uma das galáxias mais antigas e distantes já observadas, localizada a um desvio para o vermelho de cerca de 12, o que significa que é vista como era cerca de 380 milhões de anos após o Big Bang. Esta galáxia primitiva é compacta, com baixa massa estelar, atividade moderada de formação de estrelas e uma composição química muito pobre em elementos pesados, típica das primeiras gerações de objetos cósmicos. Seu estudo fornece informações cruciais sobre a formação das primeiras galáxias e o período de reionização do universo primordial.
As galáxias mais antigas do universo correspondem a sistemas estelares formados nos primeiros bilhões de anos após o Big Bang, há cerca de 13,8 bilhões de anos. Seu estudo físico nos permite compreender os mecanismos fundamentais de formação e evolução das grandes estruturas cósmicas. Essas galáxias, chamadas de "primordiais" ou "antigas", geralmente são observadas a um desvio para o vermelho muito grande, o que implica que a luz que recebemos viajou por mais de 12 bilhões de anos.
Fisicamente, essas galáxias geralmente têm baixa massa estelar em comparação com as galáxias atuais, com taxas de formação de estrelas muito altas — um fenômeno conhecido como "starburst". Sua composição química é pobre em elementos pesados (metais) porque as primeiras gerações estelares ainda não haviam enriquecido o meio interestelar. Essa composição química, chamada de "baixa metalicidade", é um marcador chave de sua antiguidade.
Do ponto de vista dinâmico, essas galáxias frequentemente apresentam morfologias irregulares devido a interações gravitacionais intensas e fusões frequentes no universo jovem. Seu potencial gravitacional é dominado pela matéria escura, cuja distribuição influencia fortemente sua evolução estrutural.
A galáxia BX 442 é uma galáxia espiral massiva observada a um desvio para o vermelho de cerca de 2,18, o que corresponde a uma época em que o universo tinha cerca de 3 bilhões de anos, ou um pouco menos de um quarto de sua idade atual. Ao contrário das galáxias primitivas compactas como UDFj-39546284, BX 442 apresenta uma estrutura espiral bem formada, uma característica rara nessa época cósmica. Esta galáxia exibe uma intensa atividade de formação estelar, com uma alta taxa de formação de estrelas e uma massa estelar significativa, comparável às grandes galáxias espirais locais. Sua existência demonstra que estruturas galácticas complexas e organizadas podiam se formar relativamente cedo na história do universo, fornecendo pistas essenciais sobre a evolução morfológica das galáxias.
A galáxia z8_GND_5296 é uma galáxia distante observada a um desvio para o vermelho de cerca de 7,5, o que significa que sua luz nos chega como era cerca de 700 milhões de anos após o Big Bang. Esta galáxia é caracterizada por uma intensa formação estelar, tornando-a uma das galáxias mais ativas dessa época primitiva. Apresenta uma massa estelar moderada e baixa metalicidade, testificando um estágio inicial no enriquecimento químico do universo. O estudo de z8_GND_5296 é essencial para entender o período de reionização cósmica e o rápido crescimento das primeiras galáxias no início da história do universo.
A observação das galáxias mais antigas baseia-se na detecção no infravermelho distante e próximo utilizando telescópios espaciais como Hubble ou James Webb. O desvio para o vermelho $z$ é medido por análise espectroscópica das linhas de emissão e absorção, notavelmente a linha Lyman-$\alpha$, que é um traçador da presença de hidrogênio ionizado nessas galáxias.
A distância $d$ até essas galáxias está relacionada ao desvio para o vermelho pela relação cosmológica que integra a expansão do universo, $$ d = c \int_0^z \frac{dz'}{H(z')} $$ onde $c$ é a velocidade da luz e $H(z)$ é o parâmetro de Hubble na época correspondente. Essas medidas permitem estimar não apenas a distância, mas também a idade cósmica da galáxia observada.
As galáxias primordiais, que estão entre as primeiras galáxias formadas no universo, desempenham um papel crucial em nossa compreensão da cosmologia.
Em resumo, as galáxias primordiais são essenciais para entender os primeiros estágios do universo e os processos que levaram à sua estrutura atual. Seu estudo continua a revelar informações valiosas sobre a história e evolução cósmica.