A matéria como a conhecemos surge nos primeiros instantes do Universo, saindo das trevas cósmicas. Para compreender esse nascimento, é necessário voltar a épocas em que o espaço, o tempo e a energia estavam intimamente ligados, e onde as partículas fundamentais se formavam em um ambiente extremamente denso e quente.
Entre 0 e 380.000 anos após o Big Bang, o Universo é tão denso que a luz não consegue escapar: fótons e matéria estão em interação permanente. É somente após esse período que a luz se desacopla da matéria, dando origem à radiação cósmica de fundo que observamos hoje. Explorar essa época requer compreender o infinitamente pequeno e as leis que regem as partículas subatômicas.
Para investigar essas condições extremas, os cientistas usam instrumentos como o Grande Colisor de Hádrons (CERN). Ao recriar energias próximas às do início do Universo, eles buscam revelar as partículas e interações fundamentais que a natureza ainda esconde de nós. Esses experimentos permitem aproximar-nos das origens da matéria e aprimorar nossa compreensão das forças que estruturam o cosmos.
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