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Atualizado em 20 de dezembro de 2015

Caronte

Caronte

Descrição da imagem: Em 2015, a sonda New Horizons da NASA capturou Caronte em alta resolução. New Horizons esteve mais próxima em 14 de julho de 2015. A imagem combina imagens azul, vermelha e infravermelha tiradas por sua câmera MVIC (Multispectral Visual Imaging). As cores são processadas para destacar melhor a variação nas propriedades da superfície de Caronte. A paleta de cores de Caronte não é tão diversa quanto a de Plutão. A característica mais marcante é a região polar, o vermelho (no topo) chamado informalmente de Macula Mordor. Esta imagem resolve detalhes tão pequenos quanto 1,8 milhas (2,9 quilômetros). Crédito da imagem: NASA / JHUAPL / SwRI

Caronte, a maior lua de Plutão

Caronte apresenta várias características surpreendentes e únicas.

Dimensões e Massa

Caronte tem um diâmetro de cerca de 1 212 quilômetros, que é um pouco mais da metade do diâmetro de Plutão. É uma das maiores luas em relação ao tamanho de seu planeta no Sistema Solar.
A massa de Caronte é de aproximadamente 1.586×10^21 quilogramas, o que representa cerca de 12% da massa de Plutão.

Composição e Superfície

A superfície de Caronte é composta principalmente de gelo de água, com traços de amônia hidratada e possivelmente gelo de metano. Esta composição difere da de Plutão, que contém mais gelos voláteis como nitrogênio, metano e monóxido de carbono.
A superfície de Caronte é caracterizada por profundos cânions, montanhas, planícies e crateras. Uma das características mais notáveis é o cânion de Serenity Chasma, que tem aproximadamente 1 000 quilômetros de comprimento e pode atingir profundidades de até 9 quilômetros.
O polo norte de Caronte apresenta uma região avermelhada chamada Mordor Macula. Esta coloração é provavelmente devido à presença de tolinas, compostos orgânicos complexos formados pela irradiação de gelo de metano.

Geologia

Há indícios de que Caronte poderia ter tido atividade criovulcânica. Criovulcões, ou vulcões de gelo, ejetam substâncias voláteis como água, amônia ou metano, que se congelam rapidamente no ambiente frio do espaço.
Caronte mostra sinais de atividade tectônica, com falhas e fraturas indicando que sua crosta foi fraturada por forças internas. Isso poderia ser o resultado da contração de seu oceano subterrâneo congelado ou do resfriamento e contração de seu interior.

Interação com Plutão

Caronte e Plutão estão em rotação síncrona, o que significa que eles sempre mostram a mesma face um ao outro. O período orbital de Caronte ao redor de Plutão é de 6,387 dias terrestres, o que também corresponde ao período de rotação de Caronte.
Devido ao tamanho relativamente grande de Caronte em comparação com Plutão, o centro de massa do sistema Plutão-Caronte (o baricentro) está fora de Plutão. Isso o torna um sistema binário único no Sistema Solar.

Origem e Evolução

É provável que Caronte tenha se formado como resultado de um impacto gigante entre Plutão e outro objeto do Cinturão de Kuiper. Os detritos desta colisão teriam se acrecido para formar Caronte.
Caronte pode ter tido um oceano subterrâneo de água líquida, mantido pelo calor gerado pela desintegração de elementos radioativos. Com o tempo, este oceano teria congelado, contribuindo para as características geológicas atuais da lua.

Atmosfera

Ao contrário de Plutão, Caronte não possui uma atmosfera significativa. Qualquer atmosfera inicial provavelmente teria sido muito fraca para persistir nas condições de frio extremo e baixa gravidade de Caronte.

Em resumo, Caronte é uma lua notável devido ao seu grande tamanho relativo, sua geologia complexa e suas interações dinâmicas com Plutão. As descobertas feitas pela sonda New Horizons da NASA em 2015 enriqueceram enormemente nossa compreensão desta lua e suas características únicas.


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