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Última atualização: 19 de fevereiro de 2026

As Cinco Extinções em Massa: O que estas catástrofes planetárias nos revelam?

As cinco grandes crises da biodiversidade

Por que falamos de extinção em massa?

Um fenómeno de escala planetária

Desde o aparecimento da vida há mais de 3,8 mil milhões de anos, a Terra conheceu muitos episódios de desaparecimento acelerado de espécies. Mas cinco crises superam todas as outras pela sua violência e magnitude. São chamadas extinções em massa. Erradicaram até 96% das espécies marinhas e mudaram para sempre os ecossistemas. Em cada catástrofe, espécies aproveitam os nichos ecológicos libertados para se diversificarem.

Critérios científicos: o limiar dos 75%

A noção moderna de extinção em massa foi popularizada pelos paleontólogos americanos Jack Sepkoski (1948-1999) e David M. Raup (1933-2015). Os cientistas consideram uma extinção como "maior" quando leva ao desaparecimento de pelo menos 75% das espécies num tempo geologicamente breve, geralmente menos de 2 milhões de anos.

Tabela das cinco grandes extinções em massa

As cinco grandes extinções em massa, da mais antiga para a mais recente
Nome da extinçãoData (milhões de anos)Percentagem de espécies extintasPrincipais causasConsequências notáveis
Ordoviciano-Siluriano~ 445 (Ordoviciano terminal)~ 85% (ainda sem vida terrestre)Glaciação massiva, queda do nível do mar, anoxia oceânicaDesaparecimento dos conodontes e de famílias de trilobites
Devoniano Superior~ 372~ 75% (ainda sem vida terrestre)Erupções vulcânicas (trapps), eventos anóxicos globaisExtinção de trilobites e colapso de recifes de estromatoporoides
Permiano-Triássico~ 252~ 96% (marinha) e ~70% (terrestre)Trapps da Sibéria (vulcões gigantes), aquecimento global extremo, acidificação oceânicaColapso da vida marinha, conhecido como a Grande Morte, a extinção mais grave da história
Triássico-Jurássico~ 201~ 80% (espécies marinhas e terrestres)Vulcanismo da província magmática do Atlântico Central, emissões de gases de efeito estufaDesaparecimento de grandes répteis marinhos e primeiros répteis voadores
Cretáceo-Paleogeno (antigo Cretáceo-Terciário)~ 66~ 76% (espécies marinhas e terrestres)Impacto do asteroide de Chicxulub (Yucatán) + trapps do DecãoExtinção dos dinossauros não-avianos e amonites

As Piores Catástrofes da Vida

Ordoviciano-Siluriano (~445 Ma): a grande glaciação

A deriva de Gondwana para o Polo Sul provoca uma glaciação brutal. Queda do nível do mar e anoxia oceânica. 85% de espécies desaparecidas, a 2ª extinção mais mortal.

Devoniano Superior (~372 Ma): os recifes morrem

As primeiras florestas terrestres desestabilizam os solos. O excesso de nutrientes sufoca os oceanos. ~75% de espécies marinhas extintas, uma crise lenta de 20 milhões de anos.

Permiano-Triássico (~252 Ma): a Grande Morte

Os trapps da Sibéria libertam CO₂ e metano. Aquecimento extremo (+40°C nos oceanos) e atmosfera tóxica. 96% das espécies marinhas e 70% dos vertebrados terrestres desaparecem.

Triássico-Jurássico (~201 Ma): a ascensão dos dinossauros

Vulcanismo gigante provoca aquecimento massivo. Extinção de conodontes e répteis voadores primitivos. ~80% de espécies extintas; os dinossauros aproveitam o vazio para dominar o Jurássico.

Cretáceo-Paleogeno (~66 Ma): o impacto que mudou tudo

Asteroide de 10 km no México. Inverno nuclear: poeira bloqueia o sol. Extinção de dinossauros não-avianos e amonites. Os mamíferos tornam-se os novos mestres do planeta.

A resiliência da vida: renascer após o apocalipse

O equilíbrio frágil entre vulnerabilidade e tenacidade

Se as extinções em massa nos ensinam algo, é o poder paradoxal da resiliência. Por um lado, a vida é de uma fragilidade impressionante; por outro, possui uma tenacidade quase inexplicável.

A metamorfose das espécies através das eras

Após cada crise, novos grupos aparecem. Após o Ordoviciano, surgem os peixes com mandíbulas. Após o Devoniano, os anfíbios colonizam a terra. Após o Permiano, os dinossauros dominam. Após o Cretáceo, os mamíferos diversificam-se. A vida não apenas sobrevive: ela reinventa-se.

O esquecimento criador e o ritmo do cosmos

Se a vida nunca se apaga totalmente, ela possui o dom do esquecimento. Renasce incessantemente com paciência infinita, no ritmo das estrelas e galáxias.

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